Instituto Goio-En promove a preservação da piava

31/01/2012. Atualizado em 31/01/2012 16:28.

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Bastante comum na Bacia do Rio Uruguai, do Rio Paraná, do Rio São Francisco e do Rio Prata, a piava (Leporinus obtusidens) está entre as oito espécies de peixes nativos do rio Uruguai, as quais são preservadas por meio do Projeto Piraqué, do Instituto Goio-En, mantido pela Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste (Fundeste). Também encontrada em diversas bacias hidrográficas brasileiras, vivendo em poços profundos e nas margens de rios, assim como em lagoas, essa espécie migradora possui vasta diversidade de gêneros e espécies, como o piau (Leporinus friderici), o piaçu (Leporinus macrocephalus), a piapara (Leporinus elongatus) e a piava (Leporinus obtusidens).

Coberta por escamas, coloração prateada, três manchas pretas nas laterais do corpo e nadadeiras amarelas, a piava é uma espécie de grande porte, com hábito alimentar onívoro, ou seja, baseado em animais e vegetais. A dieta dos juvenis e dos adultos é diversificada, entre os principais itens alimentares consumidos estão as sementes, os insetos aquáticos, os crustáceos e os moluscos.

Com grande aceitação de mercado, a piava é uma espécie muito conhecida pelos piscicultores, pescadores comerciais e esportivos, por apresentarem carne de qualidade, além de comportamento de muita briga. A piava também é apreciada pelos colecionadores de peixes ornamentais, pois os juvenis possuem grande beleza e são relativamente dóceis para o uso em aquários.

Visando a preservação da espécie, o repovoamento do Rio Uruguai e o cultivo comercial, o Instituto Goio-En realiza anualmente a reprodução dessa espécie.

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