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Vídeos Licenciatura Indígen

Escrito 6 anos atrás por Licenciatura Indígena.Categoria: Vídeos e produções

Links de vídeos sobre o curso de Licenciatura Indígena Kaingang feitos pelos próprios alunos.

 

 

Acesse os links abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Simples como vida de Índio

Escrito 6 anos atrás por Angela Bastos.Categoria: Textos sobre o curso

VALORIZAÇÃO DA CULTURA

 

 

Simples como vida de índio

Apesar da era da tecnologia surpreender diariamente com novos inventos e aplicativos, em uma escola indígena em Ipuaçu, a informática faz mais. Ela mostra aos estudantes como é possível utilizar os recursos da rede para aprender e preservar a identidade indígena.

História da lua. A lua está no céu. Ela aparece à noite. Aos poucos, o texto digita do por Roselaine de Oliveira, Kaiguang de 15 anos, toma forma na tela do computador. Roselaine é aluna da escola Cacique Vanhkre. O colégio localiza-se em uma área indígena de 15.623 hectares no município de Ipuaçu, no Oeste de Santa Catarina. Cacique Vanhkre, primeira escola indígena do Brasil a ter implantado o ensino médio, está informatizada. Situa-se na sede da maior aldeia em população indígena do Estado, com cerca de 6 mil moradores.

 

Para Roselaine e seus colegas, o computador é um dos atrativos da escola. No laboratório de informática, existem 14. O sinal chega via rádio.

 

– Eu acho bem fácil mexer no computador. É simples, como nossa vida aqui na aldeia – conta Scheila Cotan da Silveira, 16 anos.

 

Para a adolescente, os dias com aulas de informática são os melhores.

 

O colégio também oferece ensino bilíngue, Kaingang e português, do primeiro ano ao terceiro do ensino médio. A partir da primeira série, os alunos começam a teclar. Os estudantes usam para pesquisa, leitura e elaboração de textos. As aulas funcionam em dois turnos.

 

– O uso do computador mudou muito a nossa realidade. Os alunos parecem mais espertos do que antes – observa Getúlio Narciso Toj’fã, assessor de direção da escola. Para o povo Kaingang, Toj’fã significa "contador de histórias".

 

Getúlio mostra dois livros didáticos escritos em Kaingang. As obras foram editadas em parcerias com universidades e ajudam a resgatar a cultura da etnia.

 

– A escola é muito importante para a nossa comunidade. É comunitária, bilíngue, específica e diferenciada. Um espaço onde nossas raízes e tradições são preservadas, mesmo que hoje se conviva com inovações como o computador.

 

Getúlio é ex-aluno. Na época em que ele estudava, o colégio não tinha ensino médio e precisou estudar em Palmas, no Paraná. Hoje, todos os educadores são da comunidade.

 

Para ele, isso reforça a cultura e serve de exemplo para as crianças e jovens da aldeia:

 

– Ao ver a gente dando aulas, o universo de nossos alunos se amplia. Temos alunos nas universidades, formados e trabalhando em diferentes áreas – explica o ex-aluno.

 

Jaison Ferreira concorda. Professor de matemática do ensino fundamental e médio, o ex-aluno da escola recorda os tempos de infância junto a outras crianças indígenas.

 

– O lúdico é muito importante para nós. Nas brincadeiras, ajudamos a preservar nossa história.

 

Diretores não precisam ser da tribo, mas saber costumes

 

O professor mora na aldeia, é casado e pai de dois filhos. Por ser comunitária, a escola conta com a participação de todo o grupo. A cada bimestre, é feita uma assembleia geral, com a participação dos estudantes, educadores, pais e lideranças. Em um desses encontros foi tomada a decisão sobre a identidade Kaingang.

 

Existe um entendimento que ainda não tenha nascido índio, uma pessoa pode ser diretora da escola, desde que viva e respeite as tradições. É o caso da atual diretora. Não nasceu índia, mas é casada com um deles e possui filhos. Seu convívio na aldeia deu-lhe a oportunidade de dirigir a escola, uma espécie de templo.

 

angela.bastos@diario.com.br

ÂNGELA BASTOS | Ipuaçu

Histórico indígena

A história da educação na Terra Indígena Xapecó passou por várias etapas

- Antes de 1912, a educação era de geração a geração. Na idade de nove anos, quando se saía para caçar com o pai, ele ensinava que o canto dos passarinhos avisava se o dia era propício para caçar.

- Houve um professor não índio chamado Samuel que ensinava nas casas

- Em 1947, conforme relatos que os índios tiveram com o professor Felicíssimo Belino, as aulas eram ministradas embaixo das árvores. O chefe do posto era Selistre de Campos e pagava pelo ensino

- Em meados de 1960, foi criada a primeira escola da aldeia chamada Escola Estadual São Pedro, na aldeia Água Branca. Em 1975, foi transferida para a sede da Terra Indígena Xapecó, onde passou a se chamar Escola Isolada Federal Posto Indígena Xapecó

- Por volta de 1984, recebe a denominação de Escola Federal Vitorino Kondá.

- No ano de 1998, foi aprovado o Ensino Médio. Passando, então, a se chamar Colégio Estadual Vitorino Kondá. É a primeira escola indígena a ter ensino médio no Brasil.

- Um aprofundado estudo sobre a vida do Índio Vitorino Kondá fez com que o nome da escola fosse trocado: descobriram que Kondá era contratado por grandes fazendeiros para facilitar a entrada dos nãoíndios para ocuparem terras indígenas. Com isso, cresciam as fazendas e diminuíam suas áreas.

- Liderança do cacique Vanhkre, o primeiro responsável pela demarcação da terra foi reconhecida

- No ano de 2000, através da portaria E/040/SED de 07/06/2000, passou então a ser chamada Escola Indígena de Educação Básica Cacique Vanhkre

- Em 2001, por solicitação da comunidade indígena e o grande número de crianças de quatro a seis anos, começou a educação infantil com ensino bilíngue.

Escola Cacique Vanhkre

- Ensino fundamental

- Educação Especial: turma especial de surdos

- Ensino médio

- Educação de Jovens e Adultos (cede o espaço físico para o Ceja)

Alunos indígenas 879 matriculados

Não indígenas 15 (noturno)

Professores 4

Contato:

http://www.caciquevanhkre.rct-sc.br

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