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Ações especiais integram Livraria Universitária e comunidade

Cultura

Texto Jessica De Marco*

 

A Livraria Universitária da Unochapecó está se reinventando. A partir de agora, o espaço promoverá diversas atividades culturais, com o objetivo de intensificar a integração da comunidade com o ambiente. Nesta quinta-feira (23/11), duas ações especiais foram realizadas. Um bate-papo com a jornalista e escritora Isabella Fernandez Ibargoyen, autora do livro Cartas de Isabella, e a entrega das obras produzidas no estande da Unochapecó durante a Efapi aos vencedores do concurso cultural.

Segundo o responsável pela Livraria, Jonatas de Oliveira, as ações fazem parte de uma nova fase do espaço. "Temos uma proposta de transformar a livraria em uma promotora de cultura dentro da Instituição, tanto para o público interno quanto externo", comenta.

O bate-papo com Isabella deu início às atividades. De uma forma leve e descontraída, a escritora contou um pouco sobre o seu livro, que reúne 22 crônicas em forma de cartas. Todas foram escritas para o namorado Giovane Klein, jornalista e uma das vítimas do acidente envolvendo a Chapecoense. Ela comenta que logo após a tragédia sentiu a necessidade de encontrar uma forma de seguir em contato com Giovane. A maneira encontrada foram as cartas. "Comecei a escrever essas cartas e compartilhar com as pessoas, que também queriam saber como eu estava nesse momento. Aos poucos isso foi fazendo parte do meu cotidiano. Eu brinco que o livro existia antes mesmo de ser livro".

Isabella fala também sobre a mensagem de sua obra, que é valorizar as relações, os momentos e a vida. "Nesse momento, chegando perto de um ano do acidente, o pessoal acaba ficando emotivo. A mensagem que eu sempre procuro levar onde vou é essa, de valorização das relações", acrescenta a jornalista.

 

Concurso cultural

Os vencedores do concurso cultural, promovido pela Unochapecó durante a Efapi, também receberam suas obras nesta quinta-feira. Para concorrer, eles deveriam responder a pergunta: 'Como você vai revolucionar Chapecó nos próximos 100 anos?'. As melhores respostas e que levaram para casa as telas, que retratam de formas diferentes a  história de Chapecó, foram Betânia Cunico, Júlia Smaniotto Dias e Luana Dalla Rosa.

Júlia quer revolucionar a cidade por meio da educação, buscando direitos iguais para todos. "Quero que todas as pessoas possam ter voz. Me inspirei em escrever sobre isso por ver essa desigualdade que tem na cidade. Espero que cada vez mais as pessoas possam falar sobre suas vidas e ter oportunidades iguais". Ela levou para casa a obra produzida pelo artista Éder Minetto.

Já a revolução de Luana será através de ações ao meio ambiente. Segundo ela, o futuro está em nossas mãos. "Eu acredito que o mundo precisa de uma revolução muito grande, a população não está se dando conta que está cada vez mais quente, com mais poluição. São pequenas coisas que fazem isso mudar", comenta Luana, que ganhou a obra do artista Matheus Costa.

Betânia, no entanto, quer revolucionar educando as crianças, para ajudar nossa cidade com amor, respeito e honestidade. Ela ganhou a obra produzida pela artista plástica Márcia Moreno. "Eu participei porque sou egressa da Unochapecó, e como professora quero ensinar as crianças que passarem por mim a valorizar nossa cidade, tudo isso com muito amor, carinho e honestidade".

 


*Jornalista do Núcleo de Produção de Conteúdo (NPC) - Unochapecó 
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