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Confiança do consumidor chapecoense aumenta após quatro meses de queda

Mercado

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado para Chapecó, voltou a crescer no mês de julho. A pesquisa realizada pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, juntamente com o Sindicato do Comércio (Sicom), mostra que neste mês, a confiança dos consumidores é de 91,52 pontos. Isso representa um aumento de 1,51 pontos em relação a junho, quando o índice indicava 90,01 pontos. A variação de 1,68% marca a primeira mudança positiva depois de quatro meses seguidos de registro de queda.

A confiança dos consumidores no mês de julho indica um cenário de lenta recuperação econômica. No entanto, ao se observar a série histórica, percebe-se que a queda menos acentuada do mês passado demonstra um indicador de recuperação lenta da economia chapecoense. Comparando a confiança do consumidor ao mesmo período do ano anterior, nota-se um aumento de 10,08%. Em julho de 2018 a confiança dos consumidores representava 81,44 pontos.

De acordo com a professora do curso, Cássia Heloisa Ternus, os resultados retratam a recuperação gradual da economia. Para ela, os consumidores ainda não estão otimistas, mas estão mais confiantes se comparado com o mesmo período de 2018 e com o mês anterior. “Neste mês, dois fatores podem ter contribuído para variação positiva, o crescimento do emprego formal e a queda no índice de inflação. Lentamente a economia demonstra sinais de melhoria, que podem ser intensificados com aprovação das propostas de reformas e alinhamento de políticas econômicas”, explica.

Em julho, a amostra da pesquisa foi composta por 111 mulheres e 134 homens de diversas faixas etárias e classes de renda. A análise é segmentada também pelo gênero, idade e renda dos consumidores, e o levantamento foi realizado entre os dias 14 a 25 de junho na região central do município. 

Dentre todas as categorias analisadas, os indivíduos com renda de R$1500,00 até R$3.000,00 foram os que tiveram sua confiança mais reduzida (- 5,45%), seguidos pelos indivíduos com renda de até R$3.000,00 (-2,26%). Mesmo com a redução no índice geral algumas das categorias tiveram sua confiança elevada para o mês, como os consumidores com idade acima de 65 anos (+ 10,38) e os jovens com até 24 anos (+ 5,30%). 

 

Subíndices

A partir da descrição do comportamento do ICC, parte-se para a análise dos principais resultados dos subíndices que o compõe: Índice de Condições Econômicas (ICE), Índice de Expectativas de Consumo (IEC) e Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC).

O ICE apresentou elevação de 9,63% em relação ao mês de junho, somando 89,71 pontos. Os resultados indicam que os consumidores estão mais confiantes quanto às suas finanças e as condições para aquisição de bens duráveis. Um dos fatores que pode explicar a variação positiva é a queda nos índices inflacionários e recuo na taxa de desemprego.

Com relação ao comportamento do IEC, houve nova redução no mês de junho (-2,53%), apresentando 92,62 pontos em julho. O Índice mensura o sentimento dos consumidores com relação ao futuro, tanto da situação econômica pessoal quanto do país como um todo. Assim, dificuldades de aprovação das reformas podem prejudicar as expectativas futuras dos agentes. Esse resultado é o pior desde setembro de 2018 mas, a variação do índice foi menos expressiva do que em junho deste ano.

Já o IEIC registrou variação positiva de 12,21% e passou de 122,45 pontos, em junho, para 137,40 pontos, em julho, considerando 90% de confiança na pesquisa. O IEIC permite sondar o nível de obrigações a pagar ou em atraso que o consumidor possa ter, como por exemplo, cartão de crédito, crédito em lojas, crédito consignado, cheque especial, financiamento de veículo ou casa/apartamento e outras dívidas. O aumento no Índice sugere uma melhoria no cenário econômico.

Dos 245 consumidores entrevistados, 68,5% estão com alguma obrigação a pagar. Dentre elas, o cartão de crédito aparece em primeiro lugar, seguido pelo crédito em lojas. O percentual de consumidores que disseram estar inadimplentes apresentou uma redução em julho. Em junho, 17,3% das pessoas endividadas também estavam inadimplentes, em julho esse percentual caiu para 10,3% dos entrevistados.

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Ciencias economicas

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