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Confiança dos consumidores chapecoenses permanece em queda

Mercado

A confiança dos consumidores chapecoenses voltou a registrar queda no mês de abril, indicando que há um contexto de desaceleração da atividade econômica no município de Chapecó. Neste mês, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou menos de 100 pontos, mantendo a tendência de queda do mês de março. A confiança passou para 91,82 pontos, enquanto que no mês anterior era de 95,88. A pesquisa é do curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, juntamente com o Sindicato do Comércio (Sicom).  

Para o mês de abril, a amostra foi composta por 126 mulheres e 119 homens de diversas faixas etárias e classes de renda. A análise foi segmentada também pelas características individuais dos consumidores: gênero, idade e renda. O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 27 de março. Conforme a professora do curso de Ciências Econômicas, Cássia Ternus, a condução da política econômica abre espaço para queda na confiança.

“Em geral, a economia está se recuperando em um processo lento e esta recuperação está muito dependente das reformas políticas. Questões como a tensão política, dificuldade de aprovação das reformas e o desempenho negativo de alguns indicadores, como a taxa de desemprego, geram um ambiente desfavorável para ampliação da confiança", explica.

Entre as categorias analisadas na pesquisa, todas apresentaram retração no mês de abril. Os consumidores com idade entre 45 e 65 anos foram os que tiveram sua confiança mais reduzida (- 7,85%) pelo segundo mês consecutivo. Em seguida, as pessoas com renda entre R$ 1.500,00 e R$ 3.000,00 (-7,52%) e renda acima dos R$ 3.000,00 (-5,74%).

 

Outros dados

A partir da descrição do comportamento do Índice de Confiança do Consumidor, realiza-se a análise dos principais resultados dos subíndices que o compõe: Índice de Condições Econômicas (ICE), Índice de Expectativas de Consumo (IEC) e Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC).

O ICE apresentou uma redução de (-7,65%) comparado ao último mês (março), recuando seu valor para 72,04 pontos. Os resultados indicam que os consumidores, independente da categoria analisada, avaliaram suas finanças e a conjuntura do país, em relação aos últimos 12 meses, de forma negativa comparada ao mês anterior.

Com relação ao comportamento do Índice de Expectativas de Consumo (IEC), também houve uma redução para o mês de abril (-2,70%), alcançando 103,97 pontos. Percebe-se, desta forma, que embora a confiança dos consumidores esteja diminuindo, a expectativa futura apresenta um peso menor do que a perspectiva presente dos indivíduos.

O Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC) permite sondar o nível de obrigações a pagar ou em atraso que o consumidor possa ter. Para o mês de abril, esse número reduziu 3,21%, totalizando 136,12 pontos. Entre os 245 consumidores entrevistados, 67,8% estão com alguma obrigação a pagar. O cartão de crédito (59%) aparece em primeiro lugar, seguido pelo crédito em lojas (46,3%) e o financiamento de carro/moto (15,6%).

O percentual de consumidores que disseram estar inadimplentes apresentou um aumento em abril. Em março, 10,5% das pessoas endividadas também estavam inadimplentes, enquanto que em abril esse percentual aumentou para 13,1% dos entrevistados. Entre as principais obrigações em atraso destacam-se o crédito em lojas (58,62%), seguido pelo cartão de crédito (24,13%).

 

Expectativa de consumo para a páscoa

A Páscoa vem configurando, ao longo dos anos, uma importante data sazonal para o comércio. No comércio chapecoense, o consumidor já percebe os ovos de chocolate e as decorações típicas, de modo que o mesmo se prepara para presentear a família e os amigos nesta data.

Nesta Páscoa, os consumidores estão dispostos a gastar, em média, R$ 188,84. Entre os entrevistados, 153 (62,70%) pessoas disseram estar dispostas a presentear alguém, enquanto 89 (36,10%) indivíduos responderam que não iriam presentear ninguém na data. Em média, os consumidores chapecoenses pretendem presentear três pessoas. De acordo com os entrevistados, a maior parte possui intenção de realizar o pagamento dos presentes em dinheiro.

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