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Confiança dos consumidores chapecoenses recua 8,3 pontos em março

Mercado

 

São vários fatores que influenciam na economia. Os consumidores, principais responsáveis pelo movimento do comércio, nem sempre estão satisfeitos e isso reflete no cenário econômico. Para ter uma amostra do que pensa o consumidor chapecoense, o curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e o Sindicato do Comércio (Sicom) calculam mensalmente o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que apresentou uma redução de 8,3 pontos para o mês de março. Neste mês, a confiança dos consumidores é de 95,88 pontos, enquanto em fevereiro era de 104,18 pontos.

Para o mês de março, a amostra foi composta por 125 mulheres e 122 homens de diversas faixas etárias e classes de renda. A análise é segmentada também pelas características individuais dos consumidores: gênero, idade e renda. O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 25 de fevereiro.

De todas as categorias analisadas na pesquisa, apenas uma apresentou variação positiva, as demais recuaram no mês de março. A única categoria que teve sua confiança positiva foi a de pessoas com idade superior aos 65 anos (+1,39%), valor esse inferior ao mês anterior, onde a confiança havia aumentado (+11,11%). Os consumidores com idade entre 45 e 65 anos foram os que tiveram sua confiança mais reduzida (-10,56%), seguidos das mulheres (-10,47%) e das pessoas com renda entre R$ 1.500,00 e R$ 3.000,00 (-9,53%).

Nos primeiros meses do ano, a confiança dos consumidores estava em estado de otimismo moderado, acima dos 100 pontos. Agora, com o fechamento do primeiro trimestre, a confiança dos chapecoenses reduziu quase oito por cento em relação ao mês de fevereiro, indicando um cenário de desconfiança e possível retração da atividade econômica.

De acordo com o professor do curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, Cristian Pelizza, existem dois fatores que podem explicar o comportamento do índice. “O primeiro é uma reversão natural, já que durante os últimos meses do ano existe um aquecimento da economia, provocado pela injeção de renda com o décimo terceiro salário e da expansão do consumo que vem com as festas de fim de ano. Nos primeiros meses do ano, então, existe um desaquecimento na economia se comparado aos períodos anteriores", explica.

Cristian complementa que o segundo ponto que pode explicar a queda no índice vem das questões políticas. "A euforia associada à eleição presidencial acaba sendo substituída por um período de ajuste nas expectativas, pois se percebe que muitas das propostas do governo podem ser mais demoradas e difíceis de se realizarem do que se esperava previamente. Assim, questões associadas à governabilidade podem induzir a um período de espera por parte do mercado e dos agentes, em relação à execução das propostas governamentais, com o investimento e consumo um pouco mais modesto. Vale destacar ainda, que o carro chefe das medidas econômicas do governo, a reforma da previdência, não é uma medida popular”.

 

Comportamento dos subíndices

A partir da descrição do comportamento do ICC, parte-se para a análise dos principais resultados dos subíndices que o compõem: Índice de Condições Econômicas (ICE), Índice de Expectativas de Consumo (IEC) e o Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC).

Em março, o ICE apresentou uma redução de -10,52% comparado a fevereiro, recuando seu valor para 78 pontos. Os resultados indicam que os consumidores, independente da categoria analisada, avaliaram suas finanças e a conjuntura do país, em relação aos últimos 12 meses, com certo pessimismo.

Com relação ao comportamento do IEC, também houve uma redução para o mês de março (-6,78%), desta forma, o mesmo alcançou 106,86 pontos. Os consumidores que estão com uma expectativa financeira positiva para os próximos 12 meses são as pessoas com idade acima dos 65 anos (7,69%), seguido das pessoas com renda superior aos R$ 3.000,00 (3,60%).

O IEIC apresentou uma redução de -2,88%. Em fevereiro esse índice representava 144,79 pontos, reduzindo em março para 140,63 pontos. Dentre os 247 consumidores entrevistados, 66,4% estão com alguma obrigação a pagar, entre estas obrigações, do mesmo modo que nos meses anteriores, o cartão de crédito (59,14%) aparece em primeiro lugar, seguido pelo crédito em lojas (49,39%) e financiamento de carro/moto (17,68%).

O percentual de consumidores que disseram estar inadimplentes apresentou uma leve redução em março. Em fevereiro, o percentual de pessoas inadimplentes era de 11,3%, sendo que em março esse percentual caiu para 10,5% dos entrevistados. Entre as principais obrigações em atraso para março, o crédito em lojas (26,92%) foi a principal citada novamente, seguido pelo cartão de crédito (23,07%) e financiamento de carro/moto (19,23%).

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