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Há 35 anos preservando a história e o patrimônio cultural do Oeste catarinense

Cultura

Ceom possui mais de 500 exemplares de clipagens de jornais

Nos princípios da década de 1980, recortes de jornais já noticiavam sobre a necessidade da criação de um centro que pudesse reunir e preservar a história do Oeste catarinense, a fim de implementar programas onde a população regional pudesse conhecer e usufruir de seu patrimônio sociocultural. Na época, a região vivia uma grande inquietação devido à perda das referências culturais, fenômeno associado ao acelerado processo de urbanização, êxodo rural, agroindustrialização e a construção de barragens na bacia do rio Uruguai, que estavam em curso e eram grandes ameaças ao patrimônio local. Foi nesse cenário que, em 1986, surgiu o Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom/Unochapecó).

Hoje, comemorando 35 anos de atividades, o Ceom tem se configurado como um importante espaço de pesquisa, salvaguarda e difusão da história e do patrimônio cultural regional. A professora Mirian Carbonera, que coordena o Centro ao longo da última década, ressalta que ele é importante para o Oeste de Santa Catarina por diferentes motivos. “Pelo 'pioneirismo' na preocupação com a salvaguarda, conservação e divulgação dessa história e dos bens culturais da região, e também pela realização de diferentes projetos e ações junto a comunidade visando essa preservação. Por exemplo, desde a década de 1980 o Ceom fomenta gestores municipais na criação de museus, e resultado disso é a criação de muitas instituições museológicas criadas na região com o incentivo do Ceom”. 

A professora completa que o Ceom possui uma equipe especializada, que ao longo desses 35 anos tem realizado ações contínuas e sistemáticas, além de manter inúmeras parcerias com instituições locais, nacionais e internacionais, dentre as quais se destacam a Argentina, França, Portugal e Itália. “O que tem possibilitado aumentar as ações, mas também difundir nossa história para além das fronteiras nacionais. Tudo isso é possível graças a comunidade acadêmica interna e a sociedade civil que reconhece o Centro como uma referência no que tange o patrimônio histórico e cultural regional”, assinala.

 

A história do Ceom

O Centro foi implantado por um grupo de professores da Fundeste, dentre os quais Santo Rossetto (in memorian). Ao longo desses 35 anos de atuação, vem realizando diferentes atividades, além de manter informações valiosas sobre o passado da nossa região. Miriam destaca a importância dos acervos históricos e arqueológicos, além da variedade de materiais que compõem o acervo e estão disponíveis para os pesquisadores.

Trabalho de escavação de achados arqueológicos pela equipe do Ceom

"Atualmente o Ceom conta com aproximadamente 2.900 caixas de documentos históricos, 700 representações cartográficas, aproximadamente 30 mil fotografias, além de material audiovisual. Também, possui 500 exemplares de clipagens de jornais, mil livros e outras publicações”, conta Miriam

Outra frente muito importante de trabalho do Centro são as publicações. De acordo com Miriam, foram publicadas mais de 70 obras entre livros, revistas e materiais didáticos, além da elaboração e exibição de mais de 50 exposições. “Também, realizamos a salvaguarda de mais de 400 metros lineares de documentos históricos e mais de 100 mil objetos arqueológicos da região Oeste, que chegam há mais de 11 mil anos, seguramente um dos maiores acervos do interior de Santa Catarina”. 

Para desenvolver suas atividades, o Ceom conta com recursos de sua mantenedora, a Unochapecó, parceria com a Prefeitura Municipal, que faz a cedência do espaço físico, e tem captado recursos em diferentes editais, prêmios, além de realizar prestação de serviços. O Centro já foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, pela Câmara de Vereadores de Chapecó e, em 2019 foi premiado por sua Trajetória Cultural por meio da Lei Aldir Blanc, da Fundação Catarinense de Cultura.

 

*Com informações do Ceom.

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