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Jogos virtuais são utilizados na reabilitação de pacientes idosos

Saúde

Uma tecnologia que já é utilizada há algum tempo como diversão para crianças, jovens e adultos, se tornou ferramenta que contribui para a recuperação de idosos que procuram os tratamentos na Clínica Escola de Fisioterapia da Unochapecó. O equipamento que auxilia no programa de reabilitação, chamado de Realidade Virtual, é um videogame Nintendo Wii, com jogos que simulam movimentos diversos para que o paciente os realize.

O console, usado em países como o Canadá e os Estados Unidos e que chegou ao Brasil em 2007, simula atividades como tênis, esqui, golfe, futebol e yoga, entre outras. Conforme a coordenadora do curso de Fisioterapia, professora Lilian Marin, que também coordena os estágios na clínica, na região Oeste esta é a única clínica que oferece a realidade virtual e de forma gratuita.

Atualmente o espaço atende, com o Wii,  cerca de 20 pacientes nas áreas de neurologia, ortopedia, geriatria e vascular, nas sessões que ocorrem nas segundas e quartas-feiras. Os atendimentos são realizados por estudantes do curso, com supervisão da professora Lilian. Para a estudante Andressa Cavalheiro, o incremento no uso do aparelho nas atividades fisioterapeuticas é positivo, pois há interação dos pacientes, o que qualificou o atendimento, e permitiu aos mesmos se “soltar” na hora da atividade.

O uso do aparelho possibilita ao paciente realizar movimentos em todas as direções. Assim, a técnica permite que os pacientes realizem com mais facilidade os exercícios do que com os métodos tradicionais. “O idoso tem dificuldade maior de compreensão e com o uso do recurso visual ele ganha entendimento melhor”, explica Lilian.

Plataforma com sensor

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A atividade é realizada através de uma plataforma com sensor de equilíbrio, um sensor de movimentos e dois controles. Eles captam os movimentos do corpo, em sessões que duram de 10 a 15 minutos. A coordenadora acrescenta que os jogos ajudam a reconquistar o equilíbrio, coordenação, resistência e força muscular, além de estimular a atividade cerebral e aumentar a capacidade de concentração. “Enquanto o paciente usa o corpo para controlar o movimento na tela, sem perceber acaba realizando movimentos que até então tinha dificuldades”, aponta.

Dona Maria de Oliveira, de 68 anos, é moradora do Bairro São Cristóvão e realiza sessões com o Wii. Para ela, que nunca teve contato com o equipamento, a experiência foi boa, já que conseguiu melhorar o seu equilíbrio. A estudante Maitê Fiabani, que acompanha Maria, reforça que na terceira seção ela já demonstrou melhora na memória, diminuição dos tremores causados pelo Parkinson e do equilíbrio.

Já para Constante Moraske, de 74 anos, morador do Bairro Cristo Rei, após começar a utilizar o equipamento a dor nas pernas, coluna e braço diminuiu. Conforme a estudante Paula Pimentel, que acompanha Constante, quando ele chegou à clínica estava com nível de dor 08, em uma escala de 0 a 10 utilizada pelos estudantes. A partir da quinta sessão esse nível havia chegado à zero. “Eles acabam fazendo o exercício, mas sem prestar atenção, então é mais vantajoso. Nós tentamos ajudar, mas eles sempre conseguem fazer sozinhos, no tradicional eles focam em alguma coisa e tem mais dificuldade”, explica Paula.

Atendimento de 250 pacientes

Atualmente a clínica conta com 30 estudantes que realizam o estágio curricular obrigatório e são supervisionados por professores na área de fisioterapia aplicada: a neurologia infantil e adulto, traumato-ortopedia e reumatologia, geriatria, cardiorrespiratória, vascular, oncologia e promoção da saúde. Os estudantes são divididos em grupos permanecendo por seis semanas em cada uma das áreas de atuação da fisioterapia. A Clínica Escola de Fisioterapia possui um fluxo mensal de aproximadamente 250 pacientes.

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