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Projeto da Uno para combate do Aedes aegypti é aprovado pela Fapesc

Inovação

Texto Ícaro Colella*

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) divulgou os nomes dos 14 projetos, entre os 158 inscritos, que obtiveram aprovação na Plataforma Fapesc da Chamada Pública nº 04/2019. Um desses projetos selecionados é da Unochapecó, voltado à área de métodos alternativos para combate ao mosquito Aedes aegypti, aprovado para fomento do Programa de Apoio a Núcleos Emergentes (Pronem). Essa admissão reforça a qualidade das pesquisas desenvolvidas na Unochapecó e o comprometimento dos grupos de pesquisa com o desenvolvimento regional. O valor liberado para o projeto foi de mais de R$ 266 mil e terá como coordenador o professor Jacir Dal Magro.

A pesquisa será desenvolvida ao longo de dois anos e estarão engajados os professores do Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Ciências Ambientais (PPGCA) e dos cursos de Ciências Biológicas e Engenharia Química. Os pesquisadores têm desenvolvido várias pesquisas relacionadas a este tema na Instituição e divulgado na forma de dissertações de mestrado, capítulos de livro e artigos científicos de circulação internacional. O edital no qual receberam aprovação é direcionado a grupos emergentes de pesquisa, e o histórico da Unochapecó, em termos de produção científica, credenciou a Universidade a competir com outros grupos de pesquisa de Santa Catarina.

O projeto visa desenvolver produtos larvicidas aplicando tecnologia supercrítica. Trata-se de uma técnica inovadora para obtenção de extratos de plantas utilizando gás carbônico supercrítico, um fluido com características de gás e de líquido ao mesmo tempo. O professor explica que toda substância química, em determinada temperatura e pressão, adquire condições físicas em que não existe mais distinção entre as fases líquida e gasosa. É acima do ponto crítico que a substância assume condições supercríticas, tendo características de líquido e vapor. Esta é uma tecnologia que permite a obtenção de extratos ou princípios ativos de plantas sem deixar resíduo de solvente. 

Serão utilizadas plantas com reconhecida atividade inseticida, tais como o açafrão-da-terra (Curcuma longa) e o tomilho (Thymus vulgaris). Estas plantas já são estudadas pelo grupo e mostraram resultados preliminares promissores. Segundo o professor, trata-se de uma tecnologia limpa e inovadora.

“Também utilizaremos a tecnologia para obter princípios ativos de plantas nanoestruturados puros ou combinados, objetivando melhorar sua atividade biológica”, comenta Jacir.

Ainda, a pesquisa buscará a obtenção de um produto de relevância científica-tecnológica, podendo significar, em curto-médio prazo, importante contribuição para a saúde pública. “Trazemos experimentos que abordam a ecologia do mosquito Aedes aegypti. Por meio do projeto, vamos procurar entender a dinâmica populacional de larvas de mosquitos e ver como a densidade dependente afeta a produção de mosquitos adultos. Vamos tentar elucidar, também, se o controle populacional pode ser o causador de surtos por afetar positivamente a população dos mosquitos sobreviventes”, finaliza o coordenador da pesquisa.

 

*Estagiário sob supervisão de Jessica De Marco

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