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Unochapecó realiza projetos de promoção da cultura em dois municípios da região

Cultura

Texto Ionara Virmes*

 

Contemplada por editais do Programa de Educação Superior para o Desenvolvimento Regional (Proesde), a Unochapecó realizou dois projetos culturais nos municípios de Campo Erê e Coronel Martins, localizados no Oeste Catarinense. Entregues nos últimos dias, a Biblioteca Pública de Coronel Martins e as sinalizações históricas realizadas em Campo Erê, tem como objetivo fomentar a procura e o conhecimento pela cultura regional.

A demanda por uma estrutura que gerasse maior valorização da cultura local veio por parte do município de Coronel Martins. O projeto 'Implementação da Biblioteca Pública em Coronel Martins' teve como objetivo restaurar o acervo de livros, até então localizado na escola municipal, e promover maior acesso ao público. Assim, a biblioteca ganhou um espaço na Praça Central, recebendo mais visibilidade, contato da população com a leitura e atuando, também, como um espaço de lazer.

Os estudantes realizaram a restauração do acervo de livros para a biblioteca 

Contribuindo com conhecimentos específicos da área, o curso de Biblioteconomia da Uno participou ativamente dos processos de restauração e seleção das obras a serem disponibilizadas no espaço. A coordenadora do curso e dos trabalhos técnicos do projeto, professora Jessica Bedin, ressalta a importância da participação dos acadêmicos bolsistas do projeto nesse processo e a sua relevância para o desenvolvimento profissional.

"Atividades como essa permitem que a Universidade, em parceria com o conhecimento científico e o técnico, possa chegar a nossa sociedade e resolver alguns problemas estruturais, de acesso à informação e, até mesmo, a carência de serviços voltados à educação e cultura. Esse projeto, por exemplo, nos permitiu resolver um problema da comunidade: a invisibilidade da biblioteca", destaca.

Para chegar ao resultado desejado, quatro etapas foram seguidas. A primeira teve participação do egresso Mateus Scariot, para o diagnóstico e discussão de possíveis soluções para o problema. As duas próximas etapas foram realizadas aos sábados, onde houve a separação do material que iria para as prateleiras. A última aconteceu no dia da inauguração, em 15 de dezembro, quando o acervo de livros foi levado para a estrutura e organizado conforme o requerido pela Prefeitura Municipal.

"Eu vejo que esse espaço, e a função social que se propõe a desenvolver, é muito importante para o município, justamente, pela promoção de interação, trocas, conhecimento e de leituras. A gente sabe que a educação é a base para todas as outras profissões, e que a biblioteca não é direcionada apenas para atividades e livros para as crianças, mas também, pretende contemplar jovens, adultos e idosos da cidade", relata a professora.

Memória Regional

A cidade recebeu a sinalização de dois pontos históricos e exposições culturais

Inaugurado nos dias 9 e 10 de dezembro, o projeto 'Valorização da Memória e História do Município de Campo Erê', foi desenvolvido por meio do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom) da Universidade, e promoveu a instalação de placas de sinalização no sítio arqueológico 'Muros' e na fonte de água 'Aguinhas de São João Maria'. Além disso, também foram realizadas exposições de fotografias e textos educativos. Esses trabalhos visam estabelecer comunicação com a população e visitantes, de forma a trazer maiores elementos para compreensão da história local, com base em pesquisas históricas e arqueológicas. 

Com objetivo de abordar diversos aspectos da história do município, desde os diferentes povoamentos ao meio ambiente, a exposição realizada também foi uma homenagem a Mario Kreutz, fotógrafo natural de Campo Erê e fornecedor de grande parte do acervo fotográfico utilizado. A coordenadora do Ceom, professora Mirian Carbonera, que participou do desenvolvimento do projeto, conta que o envolvimento dos participantes e dos gestores municipais no processo foi gratificante. “É importante salientar ações dessa natureza, que envolvem tanto a comunidade acadêmica quanto a população da região. E também nos dá a possibilidade de desenvolver ações de valorização da história local que, seguramente, terão continuidade no futuro”, destaca.

 

*Estagiária sob supervisão de Gabriel Kreutz

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