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7ª Mostra Audiovisual Universitária exibirá obras nacionais e internacionais

Educação

Texto de Alana de Bairros*

 

A Mostra Audiovisual Universitária (MAU) foi criada em 2015 e consolidou-se como um dos principais eventos do curso de Produção Audiovisual, com o objetivo de possibilitar que a comunidade tenha acesso às produções acadêmicas e que os estudantes possam conhecer e se inspirar em produtos de outros lugares. A 7ª edição do evento ocorre nos dias 18, 19 e 20 de outubro, e entre as 210 produções inscritas, 15 obras de documentário e ficção serão exibidas. Cada sessão ficará disponível gratuitamente para os cadastrados na plataforma Unoplus durante os dias 18 e 20, datas em que às 19h30, o público se reunirá no Youtube para reflexões e debates com os realizadores de cada produção.

Inicialmente, a MAU exibia apenas obras dos próprios alunos, e com o amadurecimento do evento, passou a abranger, também, produções de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. O ano de 2019 ficou marcado por uma grande evolução na trajetória da Mostra, que tomou proporções internacionais com vídeos encaminhados da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. A edição deste ano representa ainda mais avanço e progresso. Obras de toda a região Sul serão exibidas, além de outros estados do Brasil como Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Muitas barreiras foram rompidas e o evento receberá, também, filmes da Argentina, Cuba, Espanha e França. Para que isso fosse possível, o evento teve apoio de outros setores da Instituição, como o UnoPlus e o Laboratório de Cinema e Vídeo, além da organização Cineclube Helena.

Na quinta-feira, dia 19, a MAU receberá o diretor, produtor e roteirista Allan Deberton, que abordará o tema ‘Produzir fora do eixo e com baixo orçamento’. Allan produziu curtas-metragens premiados e é diretor do filme Pacarrete, estreado no 22th Shanghai International Film Festival e vencedor do Festival de Gramado 2019 e do Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) 2019. Além de ter circulado em vários outros eventos importantes, o cineasta conquistou, ainda, o prêmio de melhor diretor no 22th Shanghai International Film Festival of Kerala, na Índia. 

Conforme a organizadora do evento, professora Daniela Farina, foram vários desafios para adaptar a Mostra ao formato virtual pela primeira vez.

“Foi um ano de resistência e adaptação. Adaptação ao cenário de pandemia, e resistência em relação ao cenário cultural. A Mostra está aí para dizer para os estudantes que é possível fazer cinema, e que ele precisa continuar. Nos dá esperança de que as coisas podem melhorar”, afirma. 

O evento é idealizado por várias pessoas e organizado com o comprometimento de estudantes e professores. A ampliação da Mostra neste ano mostra a capacidade do trabalho de uma equipe que se manteve firme para executá-la.“É muito rico quando os estudantes acreditam numa causa e vivem ela, com certeza isso faz a diferença na vida deles. Para o público também vai ser muito proveitoso, pois a seleção apresenta diferentes olhares de várias universidades e pontos do Brasil, além de outros países”, pontua Daniela.

Dessa forma, é possível potencializar a formação dos acadêmicos e levar cultura a toda comunidade. “O intuito da MAU também é aproximar os estudantes da Unochapecó de outras universidades pra gente falar de cinema não só de um modo regional, mas nacional e internacional. Isso traz uma noção não apenas social, mas de mercado, de produção e outras realidades onde o audiovisual acontece”, complementa. 

Eduardo Cerreta, estudante do 6º período, participa da organização da MAU pelo terceiro ano e cita o modo como o evento se expandiu e se internacionalizou, explorando outras perspectivas. “A mostra permite cada vez mais explorar o novo. Ao mesmo tempo que a gente tem essa visão interna da Instituição, a gente também se abre pro mundo e coloca a Unochapecó dentro desse universo cinematográfico e das produções acadêmicas da América Latina”, comenta.

Para ele, a experiência de curadoria e organização, que se constrói com base no diálogo, agrega valor à sua formação, e ter um grupo unido, que cada vez mais se fortalece, é bastante incentivador. “Apesar de termos sido condicionados a fazer uma mostra virtual este ano, isso trouxe um fomento ao que a gente já queria, que é essa internacionalização, a possibilidade de dialogar com outros realizadores e universidades”, conclui. 

Gustavo Kochann Deike, também estudante do 6º período, ressalta a boa comunicação e dedicação como fatores essenciais para a organização da Mostra. “Foram muitos filmes inscritos, portanto existiu a necessidade de que uma curadoria dedicada selecionasse uma programação com bastante cautela prezando pela qualidade final do evento”, relata. 

Gustavo conta, ainda, que fazer parte da MAU traz diversas contribuições e experiências essenciais para um produtor audiovisual, afinal, distribuir e exibir um filme é tão importante quanto realizá-lo.

“Quando a Mostra possui um vínculo universitário, o evento acaba sendo uma rica fonte de momentos onde os universitários exercitam a autocrítica e o entendimento da sua área de trabalho e importância. Os eventos nos colocam em contato com pessoas atuantes e geram relações que expandem as nossas oportunidades, assim, acrescentamos em nossa formação e portfólio”, finaliza.

 

*Estagiária da Acin Jornalismo sob supervisão de Eliane Taffarel

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