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Unochapecó estará ainda mais próxima da comunidade em 2021

Comunidade

Texto Gabriel Kreutz*


Uma das principais características das Universidades Comunitárias é o contato com a comunidade. Entre os pilares que sustentam essas Instituições, (ensino, pesquisa e extensão), a extensão é a que trabalha mais diretamente com a sociedade, levando os conhecimentos acadêmicos de forma a beneficiar todos os envolvidos. A Unochapecó, que já possui seus programas e projetos como referência, passou por uma reformulação que será executada a partir de 2021. Trata-se da curricularização da extensão, que possibilitará ainda mais acesso aos acadêmicos, professores e, especialmente, proximidade com a comunidade.

Mas o que significa a curricularização da extensão? Significa que ela passará a fazer parte dos currículos dos cursos. Assim, todos os estudantes, de todos os cursos, terão contato com essas atividades ao longo de suas matrizes curriculares. Até o momento, na Unochapecó e em outras Instituições, a extensão acontecia via programas e projetos, que não estavam necessariamente ligados a cursos de graduação. Nesse formato, apenas alguns professores e estudantes, bolsistas e voluntários, tinham acesso a essas ações.

“Isso não significa que os cursos não realizassem extensão, pelo contrário, muitos já tinham essas ações via programas ou projetos ou mesmo como parte integrante do currículo. O projeto de curricularização busca, além de formalizar todas essas práticas que já são realizadas, fomentar que todos os cursos de graduação realizem ações de extensão indissociáveis ao ensino e à pesquisa, buscando, de forma muito especial, promover o protagonismo dos estudantes e uma formação mais completa, formando profissionais mais éticos e cidadãos conhecedores de suas responsabilidades”, explica a diretora de Educação Continuada e Extensão (DEEC) da Unochapecó, professora Cleunice Zanella.

A pró-reitora de Pesquisa, Extensão, Inovação e Pós-Graduação da Unochapecó, professora Andrea Marocco, destaca que a Inovação tem sido fundamental em todas as áreas e a educação, por sua vez, vislumbra cenários de intensa ruptura com os paradigmas tradicionais.

“A Unochapecó, ciente desse cenário disruptivo, realizou a curricularização da extensão universitária com uma proposta arrojada, que visa qualificar e ampliar a aproximação com a comunidade, oportunizando aos alunos o contato com situações-problema reais, buscando soluções criativas para questões complexas, as quais permitem a aprendizagem significativa, diferenciada, baseada na experiência. Ações planejadas, cooperação, parceria, vivências, inovação e criatividade, são marcas da nova extensão da Unochapecó”.

De fato, uma nova Unochapecó espera todos em 2021, e aproveitando o período que os cursos repensaram seus Projetos Pedagógicos, entendeu-se que agora era a hora, também, de reformular a extensão. Além disso, o Plano Nacional de Educação (PNE) já falava sobre a curricularização da extensão, ou seja, há uma indicação legal para que a curricularização acontecesse. Mais recentemente, também, a Resolução nº7 MEC/CNE/CES, de 18/12/2018, traçou as diretrizes para esse processo nas universidades, em especial nos cursos de graduação, mas também na pós-graduação. Essa resolução estipula prazos, e definições, como o cumprimento de 10% de carga horária mínima dos estudantes dedicada à extensão.

A professora Cleunice destaca que, para dar início ao processo, foi dedicado muito estudo para chegar a um modelo para a mudança, que compreende a curricularização como o norte.

“Isso tem sido visto como um marco para a Instituição, porque a oportunidade que os nossos estudantes e professores terão a partir da curricularização da extensão é única. Assim, nós oportunizamos que todos os acadêmicos realizem ações de extensão, e com isso tornamos a formação deles mais completa, apresentando suas responsabilidades enquanto profissional formado, a partir do momento que ele conhece outras realidades e compreende seu papel enquanto profissional e cidadão. A curricularização também nos traz a oportunidade de executar na prática a tão sonhada indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

 

Como vai funcionar 

Até então, existiam em torno de 40 projetos e cinco programas de extensão. A partir de 2021, com a inclusão de todas as ações realizadas pelos cursos, a Unochapecó terá 73 projetos de extensão curricularizados. “Estamos estendendo esses 73 projetos e envolvendo todos os alunos da graduação e pós-graduação stricto sensu. Nós quase dobramos o número de projetos de extensão, isso significa também que teremos um alcance maior na sociedade e a Universidade cumpre sua missão de desenvolver a região”, ressalta Cleunice.

Cada escola do conhecimento terá um programa de extensão

Todos esses projetos estarão vinculados a programas, que, por sua vez, estão ligados às escolas do conhecimento da Unochapecó. Cada uma das seis escolas terá um programa de extensão, que é um grande guarda-chuva interdisciplinar e multiprofissional, pois envolve todos os cursos da escola, mas não está restrito somente a eles, visto que cursos de outras escolas também podem participar. 

“Cada escola possui, também, um projeto multiprofissional, que vai envolver diretamente os estudantes do stricto sensu de forma geral, os nossos bolsistas de extensão e também as atividades voluntárias. Assim, temos 73 projetos curricularizados, entre eles, também temos projetos que são voluntários, o que é um ganho muito grande, pois abrem oportunidades para as pessoas participarem, mesmo que não seja obrigatório. Temos, ainda, os programas e projetos institucionais, que também estão relacionados com os cursos”, explica a professora.

 

Por um mundo mais sustentável

Seguindo o compromisso assumido pela Unochapecó em buscar um mundo melhor e mais sustentável, no processo de curricularização, as práticas de extensão foram alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), movimento do qual a Universidade é signatária desde 2018. “Quando os cursos de graduação trabalhavam os programas e projetos que seriam curricularizados, eles tinham que pensar e levantar os ODS alinhados àquele projeto. É uma oportunidade ímpar que os nossos estudantes terão de compreender que o desenvolvimento sustentável depende de cada um de nós, de cada profissão, e essa relação eles terão ao longo da sua formação”, conta Cleunice.

Desde 2018 a Unochapecó é signatária do Movimento ODS

A Unochapecó possui uma comissão responsável em divulgar os ODS e incentivar práticas sustentáveis, e essa comissão vai dar muito suporte para os cursos neste processo. De acordo com a coordenadora da Comissão, Fabiane Schonell Roman, a inclusão dos Objetivos nas atividades fortalece muito o movimento. “Além disso, contribui para uma maior visibilidade das ações que atendem os ODS desenvolvidas junto à comunidade. Embora saibamos que as ações realizadas pelos programas e projetos de extensão já estejam contemplando os ODS, a sua vinculação na essência com certeza corrobora ainda mais para o seu alcance. Esse trabalho confirma o compromisso da Unochapecó como signatária do movimento ODS”.

O ano de 2020 foi de muitos desafios e mudanças, mas todo trabalho realizado é para termos um modelo de ensino cada vez melhor. “Acima de tudo, tivemos inovação, e a inovação que estamos buscando é a que promove e transforma os nossos estudantes e também vai transformar os nossos professores e técnicos. Estamos muito felizes e motivados com esse novo modelo acadêmico e de extensão, também por poder proporcionar a todos os estudantes da Unochapecó o acesso à extensão e isso sem dúvidas aumenta também o nosso compromisso com a sociedade”, finaliza a professora Cleunice.

 

*Jornalista - Diretoria de Marketing e Gestão de Marca Unochapecó

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