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Cesto básico cai 4,09% em outubro

Mercado

Em outubro, o custo do cesto básico caiu 4,09% em relação ao mês anterior. Diante desta variação, o consumidor chapecoense irá pagar o menor preço do ano, e precisará de 1,32 salários mínimos para adquirir o cesto. Os resultados são da pesquisa realizada mensalmente pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, em parceria com o Sicom, por meio do Sicom Pesquisas. Neste mês, os dados foram coletados nos dias 01 e 02 de outubro, em dez estabelecimentos comerciais de Chapecó, e levam em conta o consumo de famílias que recebem de 1 a 5 salários mínimos.

Dos produtos do cesto, a cebola foi o que apresentou maior redução de preço (-29,23,%). Segundo o site HF Brasil, a alta temperatura nas áreas produtivas elevou as vendas pelo fato das cebolas não poderem ficar muito tempo expostas. Além disso, a baixa qualidade das cebolas importadas da Europa pressionou ainda mais o preço das cebolas para baixo. Outra grande redução foi a da alface (-26,91%). Para a Ceagesp, isso foi porque os preços dos setores de verduras e legumes apresentaram queda por conta do volume de produtos ofertados.

Por outro lado, o extrato de tomate foi o que apresentou maior aumento (20,47%) no mês de outubro. De acordo com a HF Brasil, uma variação de preços e de demanda da fruta no mercado é responsável pelo aumento do preço em produtos derivados do tomate, como é o caso do extrato. O óleo de soja também registrou aumento de 10,66% nos preços por conta do impacto das mudanças climáticas na produção agrícola da soja. Informações do Cepea também mostram que compradores estão cautelosos, o que resultou em baixa liquidez nos últimos dias. No entanto, a demanda internacional pela soja brasileira aumentou, o que, associado à apreciação do dólar frente ao real, impulsionou os valores internos do grão.

Mesmo com esses aumentos, o custo monetário do cesto básico teve redução de R$56,35. Com isso, ele passou de R$1.378,49, em setembro, para R$1.322,14, em outubro. Na comparação dos últimos doze meses, também é possível observar queda de 0,68% no preço. Em outubro de 2018, o custo do cesto básico era de R$1.331,20.

 

Subgrupos

Ao analisar separadamente os grupos e subgrupos que compõe o cesto, percebe-se que os produtos alimentares apresentaram a segunda maior variação de baixa no último mês (-4,40%). No entanto, entre outubro deste ano e outro de 2018, a redução foi menor (-1,19%).  No subgrupo dos alimentares, quem mais sofreu variação de preços entre setembro e outubro de 2019 foram os produtos in natura, com queda de -15,15%. Já o subgrupo dos industrializados apresentou alta de 2,37% nos preços.

Os produtos não alimentares apresentaram aumento em outubro (1,07%). Nos últimos doze meses, o acréscimo foi de 5,38%. Com isso, esse grupo, que custava R$104,29, em outubro do ano passado, passou a custar R$109,90, em outubro de 2019. Porém, a maior queda nos preços ficou por conta dos tarifados. No mês de setembro, esse grupo custou ao consumidor R$317,67, e agora, custará R$302,05, uma mudança de -4,95%. A grande responsável por essa variação foi à energia elétrica, que apresentou queda neste mês (-13,13%) mesmo com a bandeira da cor vermelha vigente. A redução do PIS e Cofins também geraram redução na tarifa. Além disso, ressalta-se que o cálculo da energia é feito com taxas e bandeiras do mês anterior a divulgação do boletim.

 

Cesta básica

A cesta básica é a síntese dos preços de treze dos principais produtos que compõem o cesto. São eles: açúcar, arroz, café moído, carne bovina, farinha de trigo, feijão preto, leite, banana, margarina, óleo de soja, pão francês, batata inglesa e tomate. Entre setembro e outubro, o custo da cesta básica em Chapecó, nos mercados pesquisados, apresentou queda de -5,18%. Assim, a cesta passou de R$320,20, em setembro, para R$303,60, em outubro, o que representa um recuo de R$16,60. 

Se comparado com os últimos doze meses, quando o custo da cesta básica era de R$319,65, nota-se um recuo -5,02%. Com esta queda, o consumidor deixa de necessitar 0,32 salários mínimos e passa a necessitar 0,30 salários mínimos para adquirir a cesta básica.

 

*Com informações do curso de Ciências Econômicas

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