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Confiança dos consumidores chapecoenses em maio é a menor já registrada

Mercado

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado para Chapecó, registrou 54,41 pontos em maio, o menor valor de toda a série histórica do índice, que teve início em novembro de 2012. Em relação ao mês anterior, abril, a queda na pontuação é de 45,53%. Entretanto, também é importante fazer a comparação dos resultados deste mês com março, já que a amostra do mês de abril é reduzida e estatisticamente não representativa. Assim, na comparação com a pontuação do índice de dois meses atrás, a queda na confiança, de março para maio, é de 43,09%. 

A pesquisa é realizada pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, juntamente com o Sindicato do Comércio (Sicom), por meio do Sicom Pesquisas. Em virtude das restrições impostas pelo Covid-19, neste mês, a pesquisa foi realizada via Google Forms.

Em maio, o ICC atingiu o menor nível de toda sua série e pôde-se perceber um impacto maior do Covid-19 na confiança dos consumidores do que foi percebido no mês anterior. Isso pode ter acontecido devido ao surgimento dos primeiros casos em Chapecó, aumento significativo do número de casos e mortes no Brasil, além do alastramento do vírus no mundo inteiro. Esse cenário de incertezas, tanto na questão da saúde pública quanto da economia, faz com que as pessoas reajustem suas preocupações em relação à pandemia e suas perspectivas sobre condições financeiras atuais e futuras, perdendo confiança mesmo com a reabertura do comércio e outras atividades no município. 

Apesar da liberação do auxílio emergencial e demais políticas econômicas adotadas pelo governo, esses incentivos, por enquanto, não foram suficientes para evitar a queda nas expectativas dos consumidores. Outro fator que também reflete a queda expressiva na confiança dos consumidores e até das empresas é o preço do petróleo, que chegou a registrar preço negativo no mês de abril, o que nunca havia acontecido antes na história, caracterizando um sinal de grande retração na demanda e recessão global. 

Nenhum grupo de consumidores apresentou uma variação positiva no índice de confiança neste mês. Dentre os diferentes grupos, o que apresentou a variação negativa mais expressiva foi das pessoas com idade acima dos 65 anos (-62,98%), seguido pelo grupo das pessoas com renda acima de R$ 4.000,00 (-47,66%) e pelo grupo que têm entre 45 e 65 anos (-45,71%).

As expectativas de gastos extras e de gastos pela internet apresentaram alta neste mês. A expectativa de gastos extras era de R$ 421,11 em abril e para maio é de R$ 477,51. Em relação a expectativa de gastos pela internet, em abril ela era de R$ 65,20, e para o mês de maio ela é de R$ 167,07. O incremento expressivo nas compras pela internet pode ser explicado pela condição imposta pelo Covid-19, que faz as pessoas saírem menos de casa e procurarem alternativas de menor exposição social para o consumo. 

 

Subíndices 

A partir da descrição do comportamento do Índice de Confiança do Consumidor, parte-se para a análise dos principais resultados dos subíndices que o compõe: Índice de Condições Econômicas (ICE), Índice de Expectativas de Consumo (IEC) e Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC). O ICE registrou queda forte neste mês, acompanhando o índice geral, reduzindo para 55,38 pontos, uma variação de - 37,28% em relação ao mês de março. Os resultados indicam que os consumidores estão menos confiantes com relação às suas finanças e às condições para aquisição de bens duráveis, se comparado ao mês de março.

O IEC teve uma variação de -46,24% na comparação com março, chegando aos 53,82 pontos. Essa queda revela que os consumidores estão menos confiantes em relação aos próximos meses e sinaliza para futura retração econômica. Além disso, outro fator de destaque é o expressivo número de participantes que responderam não saber como estará a sua situação financeira e do país como um todo. Embora esse padrão de resposta não seja computado no cálculo dos indicadores, reflete as incertezas do mercado.

Já o Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC) permite sondar o nível de obrigações a pagar ou em atraso que o consumidor possa ter, como por exemplo: cartão de crédito, crédito em lojas, crédito consignado, cheque especial, financiamento de carro/moto, financiamento casa/apartamento e outras dívidas. Em maio, a variação do IEIC foi de -15,64%, levando a pontuação deste índice a 113,86 pontos. Este resultado é negativo e está alinhado com o aumento do nível de endividados e/ou inadimplentes do município.

Entre os 254 consumidores entrevistados, 78% têm alguma obrigação a pagar. Entre os endividados, 41 consumidores (20,5%) também revelaram que estão inadimplentes, ou seja, com obrigações em atraso, especialmente com crédito de lojas e cartão de crédito.

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